A importância de um conselho coeso: deixe o ego em casa e contribua para o todo
A boa gestão de um condomínio não depende apenas do síndico. Um dos pilares fundamentais para o equilíbrio administrativo e financeiro está na atuação de um conselho comprometido com os interesses coletivos. Porém, esse compromisso exige algo essencial: deixar o ego em casa.
Muitos problemas de convivência e gestão surgem quando conselheiros chegam ao cargo com interesses pessoais, confundindo a função com poder de decisão. O conselho não é uma extensão da vontade de um indivíduo, mas sim um órgão consultivo e fiscalizador, cuja principal responsabilidade é analisar contas, companhar a execução orçamentária, fiscalizar a gestão e prestar apoio estratégico ao síndico.
É importante deixar claro: o conselho fiscaliza, mas não manda no síndico. A decisão final é sempre do gestor, que responde civil e criminalmente pelos atos praticados no exercício da função. Cabe ao síndico avaliar sugestões, ouvir opiniões e, a partir disso, tomar decisões que visem o melhor para o coletivo.
Um conselho que atua de forma técnica, ética e colaborativa é um grande aliado da gestão. Ajuda a trazer equilíbrio, ampliar a transparência e fortalecer a confiança dos condôminos. Mas, para isso, é preciso maturidade e a compreensão de que a vaidade pessoal não cabe quando se trata de decisões que afetam a vida em comunidade.Ser conselheiro é servir ao coletivo, e não se servir do cargo. Um condomínio com um conselho coeso, que entende seu papel e atua com responsabilidade, é um condomínio mais seguro, eficiente e harmonioso.
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